Técnica minimamente invasiva para varizes de médio calibre, sem internação, sem cortes, com retorno rápido à rotina.
Agendar avaliaçãoA espuma densa é uma forma de escleroterapia em que a substância esclerosante é transformada em espuma antes da aplicação, o que aumenta significativamente seu poder de ação em comparação com a versão líquida.
Ao ser injetada na veia, a espuma desloca o sangue presente no interior do vaso e mantém contato prolongado com a parede venosa, potencializando o efeito esclerosante e promovendo o fechamento da veia de forma mais eficaz.
É uma técnica consolidada, minimamente invasiva e sem necessidade de internação, realizada em consultório com retorno rápido às atividades cotidianas.
A substância ativa é a mesma. O que muda é a forma de aplicação e o poder de ação.
A escleroterapia líquida é indicada para telangiectasias e vasos muito finos, onde o contato direto com a parede da veia é suficiente para o fechamento.
A espuma densa é indicada para varizes de médio calibre, veias com diâmetro maior, onde a versão líquida teria contato insuficiente com a parede venosa para produzir o efeito desejado.
A espuma preenche o interior da veia, desloca o sangue e garante contato uniforme com toda a extensão do vaso tratado, o que explica sua maior eficácia em veias de maior diâmetro.
A escolha entre líquido e espuma é definida caso a caso, com base no calibre e no tipo de veia a ser tratada.
A espuma densa é indicada para o tratamento de varizes de médio calibre, veias visíveis, azuladas ou esverdeadas, com diâmetro maior do que as telangiectasias, mas que não necessariamente requerem abordagem com endolaser.
É especialmente útil em:
O procedimento é realizado em consultório, sem necessidade de internação. A espuma é preparada no momento da aplicação e injetada diretamente nas varizes a serem tratadas.
O procedimento dura em média 30 a 60 minutos, dependendo da extensão da área tratada.
Após a aplicação, é realizada compressão local e o uso de meia de compressão é indicado nas primeiras semanas: parte essencial do protocolo para otimizar o resultado.
O retorno às atividades cotidianas acontece no mesmo dia ou no dia seguinte ao procedimento.
Para pacientes com maior sensibilidade ou ansiedade, o óxido nitroso está disponível: um analgésico inalatório seguro que promove relaxamento e reduz o desconforto durante a sessão.
Em muitos casos, a espuma densa é combinada com o laser transdérmico na técnica LAAF, Laser After Foam.
Nessa abordagem, a espuma é aplicada primeiro para tratar as varizes de médio calibre. Em seguida, o laser transdérmico complementa o fechamento dos vasos, potencializando o resultado e abordando de forma mais completa a região tratada.
A combinação é especialmente eficaz quando há varizes de médio calibre associadas a microvasos superficiais na mesma área, permitindo tratar ambos em uma única sessão planejada.
A decisão de usar espuma isolada ou a combinação LAAF é definida com base no diagnóstico e no plano individualizado de cada paciente.
A espuma densa ocupa uma posição intermediária no plano de tratamento, após o endolaser quando há safenas insuficientes, e antes do tratamento dos microvasos superficiais.
Essa sequência respeita a lógica de tratar de dentro para fora: primeiro a origem profunda, depois as varizes intermediárias, por último a superfície.
Quando não há safena insuficiente, a espuma pode ser a primeira etapa do tratamento, abordando as varizes de médio calibre antes de passar para os microvasos.
Em qualquer cenário, a espuma não é um procedimento isolado. É uma peça dentro de um plano estruturado, e seu resultado é significativamente melhor quando inserida na sequência correta.
A avaliação identifica se há varizes de médio calibre, qual é a origem do problema e qual combinação de técnicas produz o resultado mais completo para o seu caso.
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